Dinheiro do povo - José Ricardo Wendling*
Manaus tem a terceira passagem de ônibus mais cara entre as capitais do País – R$ 2,75. Mas o usuário do transporte coletivo sofre com um péssimo serviço: ônibus lotados e com falta de acesso às pessoas com deficiência, longa espera nas paradas e nos terminais, falta de abrigos. Uma lástima!
Já entrei com uma Ação na Justiça, juntamente com o deputado Praciano, contra essa passagem, porque considero injusta, desleal e acima da inflação. Aliás, dos R$ 2,75 da tarifa atual, R$ 0,05 deveriam ser investidos na melhoria do transporte coletivo, como contratação de fiscais, construção de terminais e paradas de ônibus, mas até hoje nada aconteceu!
Ainda tivemos uma lamentável surpresa, durante a Audiência Pública que promovemos na Assembleia Legislativa para discutir a situação do transporte coletivo: fui informado de que esses R$ 0,05 não estão indo para Prefeitura, porém, continuam sendo cobrados do povo nas catracas dos ônibus, ou seja, retiraram do povo quase R$ 8 milhões, ao longo dos últimos sete meses.
Estivemos, juntamente com o vereador Waldemir José, no Ministério Público solicitando investigação sobre o paradeiro desse dinheiro. Será que foram para os bolsos dos empresários? Também estamos defendendo que a passagem baixe para R$ 2,50, durante alguns meses, tempo para que esses R$ 8 milhões sejam devolvidos aos seus donos: os passageiros do transporte!
Para manter o preço da tarifa de ônibus, o Governo do Estado não cobra o impostos sobre o combustível dos ônibus. E, segundo a Sefaz, são R$ 105 milhões que o Estado deixou de arrecadar nos últimos quatro anos, dinheiro que daria para construir 18 escolas de tempo integral. Mas as empresas não estão cumprindo com a contrapartida prevista em contrato, que é a manutenção do valor da passagem de ônibus.
O problema do transporte coletivo é a falta de transparência, a péssima administração e a falta de fiscalização da Prefeitura. Enquanto isso, o povo paga tarifa cara e ainda tem R$ 0,05 retirados do seu bolso.
* Economista e Deputado Estadual pelo PT (Publicado em 18 de maio de 2012 no Jornal Dez Minutos).
Praciano é eleito vice-presidente da Frente Parlamentar do Voto Aberto
Parlamentares membros da Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto se reuniram neste manhã, dia 17 de maio, no plenário 9 da Câmara dos Deputados para definir estratégias de atuação. De acordo com o coordenador da Frente Parlamentar, deputado Ivan Valente (PSOL/SP), a intenção é traçar mecanismos para incluir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 349/2001 na pauta de votação da Câmara. Segundo ele, é preciso voltar a pressionar a presidência da Casa e os líderes partidários para votar o segundo turno da PEC, aprovada em 2006, por unanimidade, e parada desde então.
A PEC determina o fim do voto secreto em casos como pedidos de cassação, escolha de ministros do Tribunal de Contas da União e vetos presidenciais.
Para o deputado Francisco Praciano (PT/AM), eleito vice-presidente da frente, o voto secreto virou instrumento para impunidade no Congresso Nacional, como foi o caso da deputada Jaqueline Roriz que foi absolvida das acusações de recebimento de dinheiro ilícito e uso da verba de gabinete para o pagamento de aluguel do escritório do marido.
O deputado petista disse também que a permanência do voto secreto pode contribuir para uma absolvição do Senador Demósteles Torres no Senado Federal. “ A impunidade pode acontece com o senador Demósteles porque já aconteceu com o senador Renan Calheiros (PMDB) que foi absolvido pelo senado” afirmou Praciano.
Na reunião de hoje, a Frente decidiu realizar manifestações no plenário da Câmara dos Deputados e nas ruas pela aprovação da PEC do fim do Voto Secreto.
José Ricardo apresenta novos projetos para dar transparência às obras e aos gastos públicos
O deputado José Ricardo Wendling (PT) apresentou esta semana mais dois projetos de lei que tratam sobre a fiscalização, a transparência e o controle social dos gastos públicos, no momento em que a Lei Federal nº 12.527 - Lei de Acesso à Informação - entra em vigor no País: o que obriga a constar nas placas públicas os números de telefone e endereços eletrônicos dos órgãos de fiscalização e dos responsáveis pelas obras; e outro que prevê a identificação dos veículos oficiais locados pelos poderes e instituições do Estado.
Para ele, todo cidadão tem o direito de acesso aos contatos dos órgãos responsáveis por uma determinada obra pública, quando quiser denunciar alguma irregularidade. “Hoje, se precisar, o cidadão não sabe para quem recorrer. Por isso, propus algo simples, porém, mais um instrumento de fiscalização”, disse ele, lembrando que é importante também que os veículos alugados pelo Governo estejam devidamente identificados como de exclusividade dos órgãos públicos, prevenindo contra o uso indevido.
O parlamentar também apresentou memorando à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) para que divulgue em seu portal a relação de seus funcionários, efetivos, contratados e comissionados, com seus respectivos salários, como ainda os contratos, pagamentos, obras, convênio e licitações. “Porque o dinheiro é público, e não do gestor que está à frente de um órgão, naquele momento”.
José Ricardo é um dos 38 delegados do Amazonas na 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (Consocial), que acontecerá em Brasília, de 18 a 20 de maio. Um importante evento que pretende promover a transparência pública e estimular a participação da sociedade no acompanhamento da gestão pública, contribuindo para o controle social mais efetivo e democrático que garanta o uso correto e eficiente do dinheiro público.
Projetos que proíbe o repasse de verba pública a ONGs de políticos e da “Transparência Estadual” seguem ao plenário da Aleam
Durante reunião da Comissão de Gestão e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), na manhã desta quarta-feira (16), foram aprovados dois projetos de lei do deputado José Ricardo Wendling (PT): o que veda a destinação de recursos públicos a entidades ligadas a políticos e a que busca dar transparência nos pagamentos e nos benefícios financeiros do Governo do Estado. As proposituras seguem agora para a apreciação do plenário da Casa.
O Projeto das ONGs ligadas a políticos baseia-se no Decreto Federal 6619, de 29 de outubro de 2008, que em seu artigo 2º veda a celebração de convênios e contratos de repasse com entidades privadas sem fins lucrativos que tenham como dirigente agente político de Poder ou do Ministério Público, dirigente de órgão ou entidade da administração pública, bem como seus parentes até o 2º grau.
Já o Projeto da Transparência Estadual, com base na Lei Federal, conhecida como Capiberibe, determina que sejam publicados, pela internet ou outros meios, todos os extratos das contas e operações financeiras realizadas, assim como as faturas dos cartões corporativos, no mês subsequente ao pagamento.
O Projeto das ONGs ligadas a políticos baseia-se no Decreto Federal 6619, de 29 de outubro de 2008, que em seu artigo 2º veda a celebração de convênios e contratos de repasse com entidades privadas sem fins lucrativos que tenham como dirigente agente político de Poder ou do Ministério Público, dirigente de órgão ou entidade da administração pública, bem como seus parentes até o 2º grau.
Já o Projeto da Transparência Estadual, com base na Lei Federal, conhecida como Capiberibe, determina que sejam publicados, pela internet ou outros meios, todos os extratos das contas e operações financeiras realizadas, assim como as faturas dos cartões corporativos, no mês subsequente ao pagamento.
Fonte: Assessoria de Comunicação
Vereador entra com representação solicitando redução da tarifa de ônibus
A afirmação da Prefeitura de que os empresários do sistema de transporte coletivo não estão repassando o valor de R$ 0,05 de cada passagem de ônibus, vai gerar uma ação no Ministério Público Estadual, que será movida pelo vereador Waldemir José e pelo deputado estadual José Ricardo ambos PT. Na representação, os parlamentares petistas pedirão a redução de R$ 2,75 para R$ 2,50 o valor da tarifa de ônibus, durante dois meses, como forma de compensar a população.
O vereador lembra que, de acordo com o decreto municipal que fixou o reajuste da tarifa, em outubro de 2011, de cada R$ 2,75 pagos pelos usuários, R$ 0,05 deveria ser repassado para a Prefeitura que administraria o Fundo Municipal de Transporte Público. Se os empresários tivessem cumprindo o que determina o decreto municipal, nos sete meses em que está vigorando a nova tarifa, o município teria arrecadado R$ 7,875 milhões que deveriam ser aplicados na melhoria do sistema de transporte coletivo.
“Os empresários estão de posse desse dinheiro e a Prefeitura parece que não faz nenhum esforço para tomar posse desses recursos que deveria ser investido em benefício dos usuários de ônibus, por essa razão vamos entrar com representação no Ministério Público requerendo a redução do preço da tarifa, com validade para dois meses”. A liderança do prefeito na Câmara Municipal de Manaus saiu na defesa dos empresários, dizendo que o R$ 0,05 era justamente o lucro do setor. “E desde quando os empresários de transporte coletivo perdem alguma coisa em Manaus”, questionou Waldemir José.
O vereador lembra que, de acordo com o decreto municipal que fixou o reajuste da tarifa, em outubro de 2011, de cada R$ 2,75 pagos pelos usuários, R$ 0,05 deveria ser repassado para a Prefeitura que administraria o Fundo Municipal de Transporte Público. Se os empresários tivessem cumprindo o que determina o decreto municipal, nos sete meses em que está vigorando a nova tarifa, o município teria arrecadado R$ 7,875 milhões que deveriam ser aplicados na melhoria do sistema de transporte coletivo.
“Os empresários estão de posse desse dinheiro e a Prefeitura parece que não faz nenhum esforço para tomar posse desses recursos que deveria ser investido em benefício dos usuários de ônibus, por essa razão vamos entrar com representação no Ministério Público requerendo a redução do preço da tarifa, com validade para dois meses”. A liderança do prefeito na Câmara Municipal de Manaus saiu na defesa dos empresários, dizendo que o R$ 0,05 era justamente o lucro do setor. “E desde quando os empresários de transporte coletivo perdem alguma coisa em Manaus”, questionou Waldemir José.

















